visitante(s) soprando palavras ao vento




27.5.04

"Nenhuma teoria é considerada, na melhor das hipóteses, mais do que uma especulação interessante até que seja apoiada por evidências experimentais que tenham sido independentemente confirmadas e que resistam às rígidas dúvidas de outros no campo." O que dizer então da astrologia, do tarô, entre outras pseudociências?

Isaac Asimov

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:49 AM
 


25.5.04

Contradição

Já disse que todas as coisas são estúpidas.
Mas para serem,
Há de haverem estúpidos para as julgarem estúpidas.
Todas as pessoas ¿ ou no mínimo a maioria ¿ são estúpidas:
Completos idiotas.
E eu?
Mais vil, mais idiota ¿ que todos os idiotas somados -,
Mais estúpido - e ainda assim tão ingênuo aos olhos -,
Mais chocantemente humano ainda, por dizer tal coisa.

Queremos as contradições:
Queremos nos drogar com bebida e fumo
- e se houver, também um pouco de ópio ou canabis -,
E pedir para que nossos filhos não façam o mesmo.
Queremos a ¿Virgem Santa¿, com o singelo tapa-sexo à lhe cobrir.
Santificado seja o tapa-sexo!
Ave, salve-viva!
Queremos que Deus seja a nossa imagem e semelhança;
Nós humanos, tão divinos e mortais
- Porque um dia, todos morremos.
Aproveitem! Enquanto há vida.
Sejamos escravizados pela obrigação do aproveitar.

Queremos as contradições:
Queremos o prazer orgástico das contradições.
Viva! Friamente o hedonismo.
Se calhar ou não
- pouco me importo se calhar ou não, como os demais outros -:
Toda a sociedade é um mar de contradições.
Mar Revolto das Contradições, varridas para baixo do tapete.

Queremos ser cristãos,
Mas jamais dar a outra face.
Queremos ser virtuosos,
E mandar à PQP quem nos irrita.
Queremos ir à missa,
E depois cometemos o prazer casual de fornicações banais.
Queremos enterrar Deus,
E depois ressuscitá-lo, quando conveniente for.
Se podemos?
Sim, claro!
Não daremos à Cezar o que é de Cezar.
Que se exploda o dito do clero!:
¿Sou católico e leio horóscopo.
E daí?¿

Ave, salve-viva!
Bendito teu fruto que nos mantém sãos,
Contradição.
Queremos a luxúria e os prazeres da carne;
E que se exploda a bíblia.
Imitar Cristo!?
Qual o cristão em dita sã consciência, que o faz hoje em dia?
Hoje em dia em que os virtuosos são manés:
Emanuel, filho de Deus.
Ave, salve-viva!
Queremos o prazer banal de sexo casual,
E que se dane o padre.
Quando der na teia me confesso,
E pronto!
E pronto ponto.

Ave, salve-viva!
Achamos e não achamos Deus antiquado.
Ave, salve-viva!
A contradição:
Não vivemos sem ela ( é uma função vital ).
Ao contrário do ¿ e com todo o direito a sê-lo ¿ louco que voz fala,
Quem seria mentalmente são sem ela?

Perdão Senhor.
Ave, salve-viva!
Santificada seja a contradição.

( Na ciência, questionamos a ¿verdade¿,
E eventualmente a mudamos.
Na religião,
Tentamos interpretar a imutável ¿verdade¿ divina. )

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 4:12 PM
 

À Luzes

As luzes me foram no presente
( Tenho as trevas do ser bem aqui ).
As luzes me foram no futuro
( Porque agora o futuro se faz presente ).
As luzes me foram no passado
- Um presente já cansado de o sê-lo -,
Que está agora ausente.
As luzes me foram todas:
Sou só um obscuro ser.

À luzes... o abismo que sou irei(?)
Bom...,
Disso já não sei.
Mas, já não sei agora.
Porque no passado ou no futuro...
Não há luzes de saber.

À luzes...

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 4:03 PM
 


20.5.04

arraial perdido
há muitos quilômetros de tudo
numa profundidade insustentável
onde fui esquecido
nem eu sei o endereço
só tenho de mim a superfície
e o mergulho pode ser sufocante
tento ser anfíbio ao inverso
e despejo em versos
tudo o que me afoga
enquanto aspiro a mão que afaga
e fujo ao frio sinistro das adagas
que penetram a alma sem cortar
mas nada vai além de fantasia
porque o concreto deste dia
me chama ao compromisso
teclo
penso
emudeço
e nem há mais o que falar!!!
...

tarciso soprou estas palavras ao vento às 1:35 PM
 


14.5.04

flashes

asas abertas
planas espalmadas
razantes ligeiros
mensagens de alerta
sem compromisso
me inovo e edito
em sobrevôo

tarciso soprou estas palavras ao vento às 3:09 PM
 


7.5.04

A razão dos poemas é fazer versos.

Versos chulos.
Chulos versos.
Versos Toscos
Toscos Versos.
Poeta menor - sou-me.
Sou-me um menor poeta.

Qual razão dos poemas?
Não venham com arte,
Explicação tosca.
A razão dos poemas é fazer versos.
Se prefiro rimas e só,
Vou ser rimatista ( e não rimador ).
Se prefiro métricas,
Vou ser um colega de Euclides ( ainda que eu prefira Rienman ).

Cansei de escrever.
De escrever cansei,
E o surpreendente (!?) é que dá na mesma.
Com um monte de palavras que dizem nada ficamos na mesma.
Ou seja:
Ficamos em versos ( versos toscos e quiméricos ).
Mas para isso mesmo que eles servem,
Para que cada um de um pouco de nada faça o seu tudo
( Viagens! ).
( Cansei de escrever,
E todos estes versos não entendidos,
São só cansaço em linhas estendidos )

Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:34 AM
 


5.5.04

Incrível como as coisas mudam de um dia para o outro!

:-) (-:


O

:-) (-:
(-: :-)
:-) (-:
(-: :-) :-)

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:21 AM
 


4.5.04

Vê? Uma coisa boa à todos
É estar embasbacado de florida ilusão
( Gostosa como doce de criança ).
Como os demais nós,
Noto,
O que noto,
A maioria do que há.

Sombras.
Se algo pode dar errado, porquê não dará?
Coisas ruins há aos montes.

Por isso nos iludimos apreciando as coisas boas.
( A morte é o único destino )
( O dinheiro é deus desse mundo )

( "Ei! Quanto é o Kg de felicidade?" )

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 3:10 PM
 
recados
o blog
sopram as palavras...
arredores
arquivos
apoiamos
créditos
Aos 4 Ventos 2003 © Blog Copyleft
Cole, copie, divulgue aos quatro ventos...
Melhor visualizado em IE 800x600